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Confira as previsões de Charlene Li, especialista em tecnologias sociais, sobre as estratégias para o cliente 2.0


Não dá mais para fugir das redes sociais. A empresa gostando ou não terá que se relacionar com seus clientes por meio da web, onde o seu público ou parte dele estará. Mas qual a melhor forma de fazer isso?
Que estratégia usar para que o resultado não seja negativo? Para
Charlene Li, especialista em tecnologias sociais em web 2.0, a melhor
estratégia para entrar nas redes sociais é descobrir primeiro se o
cliente realmente faz parte dela. “Faça uma pesquisa para detectar a
forma como as pessoas utilizam a tecnologia e como elas tomam suas
decisões na web. As estratégias de negócios só devem ser lançadas nas
redes sociais se a empresa tiver boa presença neste meio”, explica
Charlene, que virá ao Brasil no dia 25 de março para o Seminário HSM
Charlene Li.


A analista em redes sociais aponta que em 10, 20 anos ou até menos, as redes sociais serão como o ar que respiramos. Ou seja, estará em todos os lugares. A grande questão, segunda ela é: que tipo de
informação será preciso para que as redes sociais funcionem como o ar?
Existem três tipos, a questão da identidade: quem é você. A segunda
informação está relacionada ao seu contexto: quem você conhece. E a
terceira informação são as suas atividades: o que você faz no contexto
destes relacionamentos? E para Charlene, mais que saber estas
informações é levantar quais sites você visita, quais produtos você
consome e traçar estratégias a partir daí.


Para as empresas o grande desafio será como obter, trocar e preservar todos esses registros dos clientes. Charlene acredita que exista algum algoritmo que consiga gerenciar toda a questão da
privacidade e levanta algumas reflexões: o que fará com que as redes
sociais se conversem e reúnam todos os dados dos usuários? O que é
necessário fazer para que concorrentes interajam e mantenham o mesmo
padrão? Para ela a resposta é simples: o dinheiro. “Ninguém fará isso
pelo espírito de união, transparência e abertura. Eles farão isso
porque podem ganhar dinheiro”, afirma.


Talentos em web 2.0 precisam ser descobertos nas corporações


Para a analista em redes sociais, a maioria das empresas ainda não está capacitada para o Groundswell – termo para definir a tendência das pessoas usarem as tecnologias das redes sociais para conseguirem o que
necessitam por meio de outras pessoas. Apesar das empresas ainda
estarem numa fase embrionária, Charlene afirma que existem pessoas nas
companhias com conhecimentos e habilidades suficientes para desenvolver
este trabalho. Basta apenas identificá-las. O conceito de Groundswell
está sendo difundido no livro The Groundswell – Fenômenos Sociais nos
Negócios de autoria de Charlene Li e Josh Bernoff.


Outro cuidado que as empresas devem ter no momento de definir se entram ou não em redes sociais, é a escolha do canal. Para se comunicar com os usuários e gerar resultado é preciso checar antes o que os
clientes utilizam e quais são os objetivos da empresa. “Quando alguém
sabe onde acontecem as conversas dos clientes e quais são os objetivos
da empresa, pode-se encontrar a correspondência entre ambos. Além
disso, ouvir o que o público quer é um excelente ponto de partida para
aumentar o compromisso com a empresa”, afirma Charlene.


Esse comprometimento passa ainda por escutar o que cliente tem a dizer e manter o diálogo. Com base nas informações sobre o que o cliente realmente precisa, a empresa passa a ter uma rica pesquisa para
aperfeiçoar seus produtos. Diferente do marketing tradicional que
controla a mensagem emitida, no Groundswell os usuários aprendem entre
si e confiam nas recomendações do amigo. Por isso a importância da
presença da empresa dentro das mídias sociais.


Serviço: Charlene Li estará presente no Brasil no dia 25 de março durante o Seminário HSM Charlene Li. A especialista abordará o poder das tecnologias sociais de ruptura na transformação da
estratégia, do marketing, da inovação e do relacionamento com os
clientes. Clique aqui e confira mais detalhes sobre o evento.

Fonte: HSM Online
05/02/2010

Tags: charlene, li, redes, sociais

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